Sua pele, tão branca quanto a neve, tão clara que achavam que á
todo momento ela estava pálida. Tão branca, que era como se nunca tivesse visto
o sol ou andasse sempre de agasalho e touca. Seus lábios, pequenos, sempre em
tom de cereja. E o seu cabelo... ah os seus cabelos, era o complemento daquele
rosto angelical, ruivo, no tom mais vermelho que já vi. Como não se apaixonar
por essa obra de arte?
No instante em
que ela passou por mim, achei que estava sonhando acordado, nunca havia visto
uma moça tão linda como aquela. Quando de repente alguém me cutuca e diz:
-Oi, pode me
acompanhar até minha escola? – Olhei para trás e era ela, meu coração começou a
bater mais forte de repente, e com uma voz trêmula a respondi
-OI, posso. Aonde
estuda?
- No Standler,
sou nova lá e estou com medo de ir sozinha.
Nessa hora que fui ver pela primeira vez teu sorriso, não era um
sorriso deslumbrante, solto, era um sorriso tímido, meio acanhado, e pude
reparar também os seus olhos, eram verdes, fiquei hipnotizado nela e quase
esqueci de responde-la.
- Ah sim, também
sou novo lá, meu primeiro dia também. Alberto, prazer.
- Prazer, Leila.
Invés de nos
cumprimentarmos com um aperto de mão, um abraço, ou um beijo no rosto, foi até
nisso algo irreal. Quando nós percebemos já estávamos nos beijando, pude sentir
teus lábios suaves e com gosto de cereja, era a primeira vez que alguém a
beijava, e também foi a primeira vez que beijei.
Fomos de mãos
dadas até a escola. Chegando lá fomos procurar nossas salas, e para nossa
surpresa, éramos da mesma.
Ela sentou na
minha frente e eu atrás dela. A professora deu a ideia para nós nos conhecermos
melhor. Todo mundo queria fazer pergunta a Leila, até que um perguntou a ela:
-Você tem
namorado: É BV? Tem quantos anos? Se tem namorado, ela é da escola?
Mais uma vez pude
ver o seu sorriso, como era encantador, e calmamente foi respondendo cada uma.
-Bom, eu comecei
a namorar a poucos minutos e perdi o BV a poucos minutos também – Vários alunos
murmuravam reclamando, já eu dei um leve sorrindo sabendo que era de mim em que
ela falava, não foi nem necessário eu pedi-la, o nosso beijo já foi a
confirmação.
-Continuando,
tenho 15 e sim, ele é da escola, sala. É o Alberto.
A partir daí já
foi eu que fui metralhado de perguntas
-Como você conseguiu?
Como pediu?
-Simples, fui o
mais rápido e esperto – Todos da sala começaram a rir – Eu necessariamente não
pedi ela em namoro, foi algo bem legal. Nós nos conhecemos quando estávamos
vindo para cá, e do nada nos beijamos, só disso já soubemos que estávamos
namorando.
Voltamos um para
casa do outro, de mãos dadas, sorrindo e dizendo:
- Eu te amo, eu
te amo
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