sexta-feira, 17 de junho de 2016

Standler

Sua pele, tão branca quanto a neve, tão clara que achavam que á todo momento ela estava pálida. Tão branca, que era como se nunca tivesse visto o sol ou andasse sempre de agasalho e touca. Seus lábios, pequenos, sempre em tom de cereja. E o seu cabelo... ah os seus cabelos, era o complemento daquele rosto angelical, ruivo, no tom mais vermelho que já vi. Como não se apaixonar por essa obra de arte?
            No instante em que ela passou por mim, achei que estava sonhando acordado, nunca havia visto uma moça tão linda como aquela. Quando de repente alguém me cutuca e diz:
            -Oi, pode me acompanhar até minha escola? – Olhei para trás e era ela, meu coração começou a bater mais forte de repente, e com uma voz trêmula a respondi
            -OI, posso. Aonde estuda?
            - No Standler, sou nova lá e estou com medo de ir sozinha.
Nessa hora que fui ver pela primeira vez teu sorriso, não era um sorriso deslumbrante, solto, era um sorriso tímido, meio acanhado, e pude reparar também os seus olhos, eram verdes, fiquei hipnotizado nela e quase esqueci de responde-la.
            - Ah sim, também sou novo lá, meu primeiro dia também. Alberto, prazer.
            - Prazer, Leila.
            Invés de nos cumprimentarmos com um aperto de mão, um abraço, ou um beijo no rosto, foi até nisso algo irreal. Quando nós percebemos já estávamos nos beijando, pude sentir teus lábios suaves e com gosto de cereja, era a primeira vez que alguém a beijava, e também foi a primeira vez que beijei.
            Fomos de mãos dadas até a escola. Chegando lá fomos procurar nossas salas, e para nossa surpresa, éramos da mesma.      
            Ela sentou na minha frente e eu atrás dela. A professora deu a ideia para nós nos conhecermos melhor. Todo mundo queria fazer pergunta a Leila, até que um perguntou a ela:
            -Você tem namorado: É BV? Tem quantos anos? Se tem namorado, ela é da escola?
            Mais uma vez pude ver o seu sorriso, como era encantador, e calmamente foi respondendo cada uma.
            -Bom, eu comecei a namorar a poucos minutos e perdi o BV a poucos minutos também – Vários alunos murmuravam reclamando, já eu dei um leve sorrindo sabendo que era de mim em que ela falava, não foi nem necessário eu pedi-la, o nosso beijo já foi a confirmação.
            -Continuando, tenho 15 e sim, ele é da escola, sala. É o Alberto.
            A partir daí já foi eu que fui metralhado de perguntas
            -Como você conseguiu? Como pediu?
            -Simples, fui o mais rápido e esperto – Todos da sala começaram a rir – Eu necessariamente não pedi ela em namoro, foi algo bem legal. Nós nos conhecemos quando estávamos vindo para cá, e do nada nos beijamos, só disso já soubemos que estávamos namorando.
            Voltamos um para casa do outro, de mãos dadas, sorrindo e dizendo:

            - Eu te amo, eu te amo

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